14 DE KISLEV. 1928 CASAMENTO DO RABI DE LUBAVITCH COM HAYA MUSHKA Filha do Rebe Raiats

14 QUISLEV (IUD DALET QUISLEV) DE 5689/1928

Data do casamento do Rebe e da Rabanit Chaia Mushca,

Filha do Rebe Raiats

Sefer Hatoldot Raiats

Este é o extrato do diário de um dos alunos da Ieshivá:

“A boa notícia, segundo a qual o casamento da filha do Rebe Raiats, a rabanit Chaia Mushca, com o Rebe devia ocorrer em Varsóvia, provocou uma felicidade intensa e uma grande emoção entre os Judeus da Polônia em geral e os Chassidim Chabad em particular. Na época, o Rebe Raiats residia em Riga, na Letônia, e queria que o casamento ocorresse na Ieshivá Tomchei Temimim.

No dia 13 de Quislev, a véspera do casamento, milhares de Judeus se reuniram na estação de trem para receber o Rebe e sua família. Durante o dia chegaram inúmeros Chassidim Chabad, oriundos de todas as cidades da Polônia e da Letonia. Houve também convidados provenientes de regiões mais afastadas. O sogro do Rebe Raiats em particular, o Rabino Avraham Schneersohn, veio de Quishinev.

Às 20 horas aconteceu a “refeição do noivo” para os alunos da Ieshivá Tomchei Temimim. Também participaram da mesma o Rebe, o noivo, os membros da família e numerosos Chassidim. No meio desta comida, o Rebe Raiats deu início a um discurso Chassídico (Maamar), introduzido por: “E todos as crianças estudarão o Eterno e grande será a paz dos teus filhos”.

Esta refeição se prolongou até meia noite, depois o Rebe Raiats quis dançar com os alunos da Ieshivá; estes fizeram uma roda e no centro da mesma o Rebe Raiats dançou durante um longo período.

No dia seguinte, 14 de Quislev, às 17.00 horas, os convidados começaram a dirigir-se ao casamento. Havia guardas situados na porta da Ieshivá já que os convidados não estavam autorizados a entrar sem a apresentação do seu convite. MILHARES de pessoas vieram e quiseram penetrar na sala. Mas o lugar limitado não o permitia.

No salão havia uma grande mesa, na cabeceira da qual estava sentado o noivo; à sua direita estava o Rebe Raiats e à sua esquerda o Rabino Avraham Schneersohn. De ambos lados da mesa estavam sentados os convidados importantes, mestres da Chassidut, sumidades rabínicas e responsáveis comunitários vindos de toda a Polônia.

J Um grande silencio reinou na sala quando o rebe Raiats disse: “Sabe-se que durante um casamento as almas dos ancestrais até a terceira geração vêm do mundo da Verdade. É o caso de cada família judia. Mas às vezes pode se chegar além dessas três gerações.

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Para convidar as almas dos justos, nossos Santos Mestres, para que assistam ao casamento e abençoem o casal, pronuciaremos um discurso Chassídico, do qual uma parte é do Admor Hazaquen, uma parte do Admor Haemtsaí, uma parte do pai do meu avó, o Tsemach Tsédec, uma parte do meu avó, pai do avó da noiva, o rabino Maharash, uma parte do bisavó do noivo, o rebe Rashab, uma parte do meu pai, o avó da noiva, o rebe Rashab. Quando se cita uma explicação em nome daquele que a fez, é preciso considerar que este encontra-se na nossa frente.”

O Rebe pronunciou então um discurso Chassídico (Maamar) introduzido por “Vai, meu Bem Amado, ao encontro do noivo” (Lecha Dodi Licrat Calá).

Após o discurso o Rebe Raiats dirigiu-se com o noivo para um quarto anteriormente preparado para isto, ali permanecendo por um momento para logo saírem, indo o noivo cobrir o rosto da noiva e dirigirem-se ao pálio nupcial (Chupá), que tinha sido erguido no pátio da Ieshivá. Presentes estavam mais de 5.000 pessoas.

O casal foi acompanhado pelo Rebe Raiats e sua esposa, a rabanit Nechama Dina e por seu tio, o rabino Moshé Horenstein e sua esposa, a rabanit Chaia Mushca, filha do Rabino Maharal.

Quando o casal se dirigiu ao pálio nupcial, o rebe Raiats pediu para que se cantasse a melodia de quatro movimentos do Admor Hazaquen. O rebe, ele próprio, cantou, com uma enorme concentração. E ele mesmo celebrou o casamento e recitou sozinho as 7 bênçãos, com intenso fervor que encantou a todos os presentes.

A refeição do casamento ocorreu num dos grandes salões de Varsóvia. O rebe Raiats passou de mesa em mesa distribuindo vodca a todos. Quando chegou perto dos alunos da Ieshivá, pronunciou algumas palavras diante deles dançando logo depois com o diretor e com os professores.

Após ter dançado, o rebe Raiats voltou ao seu lugar e pronunciou um discurso chassídico (Maamar) introduzido com a frase: “Ele criou a felicidade e a alegria” que continuou até após a meia noite. Foi só então que começou a refeição. No meio da comida, ele pediu para distribuírem um presente a todos os presentes, a reprodução de um manuscrito do Admor Hazaquen, acompanhado de explicações manuscritas do rebe Raiats.

A intensa alegria, o canto, a música e a dança do casamento se prolongaram até os alvores do dia. Foi só ao redor das 7hs da manhã que todos voltaram para casa. A Polônia nunca tinha visto um casamento tão belo.

Longe dali, em Dnietropetrovsk, Iecatrinoslav, o casamento do Rebe foi igualmente celebrado. Os pais do rebe, o rabino Lévi Itschac e a rabanit Chana que não puderam estar físicamente presentes, mas organizaram uma refeição em sua casa, da qual numerosos Judeus de Iecatrinoslav participaram. A alegria prolongou-se ao longo da noite na residência do rabino Lévi Itschac.

Com respeito ao dia 14 de Quislev, o rebe disse uma vez: (Sichot 5714 pág. 119) “Esta data me ligou a vocês, os Chassidim”.

14 DE KISLEV. 1928 CASAMENTO DO RABI DE LUBAVITCH COM HAYA MUSHKA Filha do Rebe Raiats