19 de KISLEV 1798

19 DE KISLEV

ANO NOVO DA HASSIDUT


· Dia da Hilula do Maguid de Mezeritch, que deixou este mundo na Terça feira de Parashat Vaieshev 5533 (1772). Ele está enterrado em Anipoli. 

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· O Admor Hazaquen foi libertado do seu primeiro encarceramento no dia 19 de Quislev, Terça feira da Parashat Vaieshev 5559 (1798), exatamente antes da noite.

· Extrato de uma carta do Admor Hazaquen: de fato, isto deve estar bem claro: este dia que D’us fez para vocês, o 19 de Quislev, uma Terça feira, quando duas vezes foi dita a palavra “bom”, durante a criação, a Hilula do nosso santo mestre, cuja alma encontra-se no Gan Eden, enquanto eu lia no livro dos Tehilim o versículo “Ele libertou a minha alma na paz”, antes mesmo de ter começado a leitura do versículo seguinte, fui libertado, na paz, pelo D’us de Paz.

É um dia de Farbrenguen e de boas resoluções, que permitem de fixar um tempo para o estudo da parte revelada da Torá e da Chassidut, para fortalecer-se nos caminhos dos Chassidim, com amor ao próximo.

Tem-se o costume de distribuir o estudo do Talmud de acordo com o procedimento explicado na Igueret Hacodesh, na carta que começa por “Hocheac Tochiach.”. Em Lubavitch, desde o ano de 5663 (1902-1903), distribuía-se o Talmud, em 24 de Tevet, dia da Hilula do Admor Hazaquen, porque não havia tempo no dia 19 de Quislev.

EXTRATO DO HAYOM YOM

TRATAMENTO DE CHOQUE: hassidut!!!!!

Salvar o povo judeu do estado de coma e prepará-lo para a chegada de Mashiach.

A única solução: ha-ssi-dut !

Quando o Admor Hazaquen estava na prisão, o Maguid de Mezeritch e o Baal Shem Tov desceram do Gan Eden para visitá-lo fisicamente (na prisão havia lugar suficiente apenas para 3 homens de carne e osso).

Esses 2 mestres da Torá vieram visitá-lo e o Admor Hazaquen perguntou a eles porque estava acontecendo isso com ele, porque estava na prisão. O que querem de mim? E eles lhe responderam que havia um decreto muito forte contra ele porque havia revelado demais a Chassidut. Ele então lhes perguntou se deveria deixar de dizer palavras de Chassidut quando saísse da prisão ao que responderam: “Porque você começou não deve parar, e mais do que isso, quando você sair da prisão deverá divulgar ainda mais a Chassidut – quem começa deve continuar”.

O decreto contra a difusão da Chassidut havia também existido na época do Maguid de Mezeritch, quando era o Rabi da sua geração, e sua história foi a seguinte:

“O Maguid ensinava Chassidut e também difundia muito os escritos da Chassidut. Um dia foi encontrado um documento de Chassidut que havia rolado chegando até um lugar sujo. Isto fez com que se levantasse um decreto contra o Maguid que difundira a Chassidut de tal maneira que os escritos Chassídicos chegaram a lugares impróprios. O Admor Hazaquen, na época um dos seus discípulos, conseguiu anular ele mesmo o decreto contra seu mestre graças ao fato de contar a seguinte história.

Um grande rei tinha um filho. Seu filho estava doente, vítima de uma grave doença. Os médicos não encontravam um remédio para curá-lo. Finalmente, puderam ver que ele poderia ser salvo com um remédio bem especial: era preciso para isso estragar a coroa do rei, tirando dela a pedra mais preciosa, esmagar a pedra, misturá-la até obter um pó e diluir este pó na água. Era preciso dar de beber ao príncipe doente a mistura obtida. Se o filho do rei engolisse a mais mínima gota desse remédio, ele estaria curado desta grave doença. Assim fizeram. Tiraram a pedra da coroa e a pilaram, misturando o pó obtido em água. O filho, tão doente como estava, não podia nem engolir o tratamento Mas os médicos tentaram tudo para ele tomar alguma coisa. Derramaram o líquido nos lábios do príncipe o remédio. Grande parte da mistura foi desperdiçada, caindo para fora, mas valia a pena. Mantinha-se a esperança de quem sabe uma gota pudesse entrar na boca do filho do rei, salvando-lhe assim a vida.

O povo judeu, explicou o Admor Hazaquen, é o filho do rei doente. Sua doença é espiritual. A vida espiritual do povo judeu está em perigo. O remédio único para esta doença é a transmissão e propagação ao máximo das palavras da Chassidut. Apenas uma gota de Chassidut que se introduza no coração de um Judeu salvará a sua vida e o livrará de um perigo espiritual. Por isso, vale a pena divulgar ao máximo a Chassidut, mesmo se houver desperdícios, quer dizer, mesmo que se arrisque finalmente encontrar palavras de Chassidut num lugar impróprio, com a esperança de talvez uma gota de Chassidut entrar no coração de um Judeu, salvando-o.

Nos céus aceitaram a parábola do Admor Hazaquen e o decreto que havia contra seu mestre foi anulado.

Vemos então dois níveis:    1) A Torá de Chassidut do Maguid de Mezeritch

2) A Torá de Chassidut do Admor Hazaquen

cada um com um objetivo específico.

1) O decreto que repousava sobre o Maguid foi anulado pelo Admor Hazaquen graças à sua parábola (o filho do rei doente). O objetivo do Maguid era salvar o povo judeu do perigo espiritual, já que cada gota de Chassidut salva o Judeu e o acorda para que descubra e encontre a sua identidade.

2) Quando se impôs o decreto contra o Admor Hazaquen, este se preocupou em saber se deveria ou não continuar divulgando a Chassidut. O segundo objetivo de divulgar a Chassidut era preparar o povo para a chegada de Mashiach graças ao estudo da Torá da Chassidut, com a revelação dos segredos do mais profundo da Torá.

Os ensinamentos do Maguid tiveram por finalidade tirar o povo de um perigo espiritual.

Os do Admor Hazaquen visam preparar o Judeu para a chegada de Mashiach.

Lembremos que quando pesava sobre o Admor Hazaquen o decreto de não revelar a Torá de Chassidut, ele se preocupou se devia parar ou continuar a divulgação. E os Mestres lhe responderam: ‘não pare. Você começou, continue’. E quando ele saiu da prisão, não só ele continuou como o fez mais do que antes. A partir deste momento, tornou-se uma obrigação para cada Judeu estudar a Chassidut, transmiti-la e difundir as suas fontes o mais exteriormente possível de modo a alcançar todos os lugares do mundo, até que Mashiach chegue.

A RELAÇÃO ENTRE A PARASHÁ DA SEMANA PASSADA (VAISHLACH) E A DATA DE IUD TET QUISLEV

A palavra Vaishlach vem de Shlichut-Sheliach (enviar-mensageiro).

A principal mensagem do Iud Tet Quislev é a necessidade de transmitir o judaísmo, especialmente a sua parte interior, em tudo: tanto no homem, em forma individual e coletiva, quanto em todos os mundos e no Universo. E esta mensagem tem a ver com a parashá Vaishlach onde vemos que Iaacov vai enviar anjos para Essav. Esses Shluchim têm a missão de expandir o mundo interior de Essav. A Chassidut explica que Iaacov quis com isso elevar o irmão. Ele sabia que ele próprio estava pronto para receber Mashiach mas Essav também precisaria estar pronto.

Para ser Sheliach é preciso cumprir a norma “Shluchim Queadam Ledmutó”: o Sheliach é um emissário com a condição de não alterar em nada a mensagem a ser transmitida. Ele não deve dar opinião e não deve ter sentimentos. Ele só deve se limitar a fazer o que o mandatário pede. Só assim ele é um verdadeiro Sheliach.

Quando o judeu faz, ele deve fazer como mandatário de Hashem, tudo aquilo que está escrito nos mandamentos da Torá e dos seus Sábios e assim ele será um autêntico Sheliach de Hashem.

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O Maguid de Mezeritch da uma explicação para o primeiro versículo desta parashá: “Vaieshev Iaacov Beerets Megurei Aviv Beerets Cnaan” (E habitou Iaacov na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaan).

Vaieshev, E habitou – é uma instalação permanente, um estabelecimento.

Beerets, na terra – isto significa física e materialmente. Quer dizer que Iaacov instalou-se de modo permanente e trabalhou no mundo material das coisas simples

Megurei, das peregrinações – esta palavra vem da palavra agar, coletar, reunir. Se refere ao trabalho de Iaacov no mundo material: ele reuniu e elevou as faíscas de santidade escondidas no mundo pelo material.

Aviv, de seu pai - E Iaacov elevou estas faíscas para seu pai, D’us.

Beerets Cnaan, na terra de Canaan - O trabalho de Iaacov foi cumprido não por interesse pessoal, não para receber uma recompensa material ou qualquer prazer espiritual. Iaacov nada esperava de volta. Ele trabalhou a vida toda pelo amor de D’us, porque Hashem assim queria.

E instalou-se Iaacov e trabalhou no mundo material das coisas simples elevando para D’us as faíscas de santidade que o mundo material escondia.”

O trabalho de Iaacov está conectado com a submissão (Cabalat Ol), em que não há cálculos, não há lógica intelectual que passa pela inteligência e pelo compreensão.

O povo judeu é chamado de soldado de D’us (Tsivot Hashem). A característica do soldado é não fazer perguntas. Não é preciso explicar a ele porque deve fazer isso ou aquilo. Ele obedece sem dificuldades e sem pesquisar o porquê.

É desta maneira que deve se servir a D’us.

Iaacov Avinu sai de Beer Sheva para ir a Haran. Em Haran ele elevou todo o material.

Mas ele não perguntou porque tinha de ir a Haran. É bem verdade que Iaacov e Essav não podiam viver juntos; mas porque Iaacov precisou ir a Haran e não Essav? Porque Iaacov deixou Beer Sheva (lugar de saciedade da Torá), deixou a Ieshivá onde estudava Torá, em vez de Essav sair? Teria sido mais lógico, não?

Vemos que Iaacov não formulou nem mesmo essa pergunta. Saiu de Beer Sheva e foi a Haran lugar da cólera do mundo, completamente oposto à revelação divina, sem fazer uma só pergunta, apenas com submissão total. Mais que isso, fez seu trabalho com vitalidade, vigor e na alegria.

O fato de ir a Haran é um grande descenso. Iaacov abandona a Ieshivá para trabalhar com coisas materiais para elevá-las à Quedushá (santidade). Essa “descida” não o diminuiu. Pelo contrário. Graças à sua submissão, esta “descida” a Haran, ele se elevou! E se elevou tanto espiritual quanto materialmente. Esta atitude de Iaacov é um ensinamento para todo Judeu.

Cada Judeu deve fazer como ele. Não é necessário ir procurar obras mirabolantes. O Judeu deve trabalhar nas coisas mais simples. Ele precisa elevar todas as faíscas de santidade ocultas pelo material. Como? Estando submisso pelo amor de D’us.

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Rabi Dov ber, o Maguid de Mézéritch Sucessor do Baal Shem Tov, o Rabi Douber, que estruturou a Chassidut, nasceu em Lubavitch, por volta de 5464 (1704). Ainda criança, perceberam que ele tinha capacidades fora do comum e ele foi enviado para Lvov, para a Yeshiva “Pné Yochua”. Lá ele adquiriu profundos conhecimentos sobre o Talmud. Depois de seu casamento, ele ensinou a Torá para as crianças numa aldeia e aproveitou para se isolar, se aprofundando no estudo da Kabala. Ele teve então uma vida com jejuns e mortificações, que enfraqueceram sua saúde. Ele se tornou em seguida um “Maguid” (pregador), personalidade central na vida das comunidades desta época. Viajando pelas cidades e aldeias da Podolia e da Wholinia, ele conduziu os judeus a Teshuva a partir de seus comentários e discursos públicos. Pouco tempo depois, o Rabi Douber se aproximou do Baal Shem Tov que logo se revelou para ele com toda sua grandeza. Ele se tornou seu Chassid e o Baal Shem Tov lhe ensinou os segredos da Kabala e até mesmo a língua dos pássaros e das árvores. Um ano depois que o Baal Shem Tov deixou este mundo, o Maguid liderou os Chassidim e se estabeleceu em Mezeritch. Foi de lá que ele delegou seus discípulos em todas as comunidades da Europa Oriental, a fim de difundir as idéias da Chassidut. Enquanto o Baal Shem Tov fazia numerosas viagens, o Maguid não viajava. De fato, a Chassidut já era conhecida até nas regiões mais afastadas. Mezeritch se tornou então um grande centro, atraindo milhares de judeus que, tendo conhecimento dos ensinamentos divulgados por seus discípulos, estavam desejosos de encontrar o mestre. Assim, o círculo daqueles que estudavam a Chassidut aumentava consideravelmente e, em 5525 (1765), três grandes centros de estudo da Torá foram criados, um em Lubavitch, dirigido pelo Rabi Issachar Dov, o segundo em Karlin, dirigido pelo Rabi Aharon e o terceiro em Horodok, dirigido pelo Rabbi Menachem Mendel de Vitesbk. Os três livros apresentando o ensinamento do Maguid foram redigidos por seus discípulos, “Maguid Devarav Leyaakov” pelo Rabi Shlomo de Lutsk, “Or Hatorah” pelo Rabi Ishaya de Donivitch e “Or Haémet” pelo Rabi Lévi Itschak de Berditchov. O Maguid de Mezeritch gostava particularmente do Rabbi Shnéor Zalman de Lyadi, seu discípulo. Foi a ele que ele confiou a missão de redigir um Shulchan Aruch (Código das leis judaicas). Ele o aproximou também de seu filho, o Rabi Avraham “o anjo”. Assim, dia após dia, durante vários anos, o Rabi Shnéor Zalman ensinava a Guemara ao Rabi Avraham durante três horas, depois, durante mais três horas o Rabb Avraham ensinava a Chassidut ao Rabi Shnéor Zalman. A DINASTIA CHABAD LUBAVITCH "Todos os Direitos Reservados", que indica que esta obra está protegida por lei e não poderá ser copiada sem autorização do autor. Copyright © RABINADO DO RIO DE JANEIRO 6 Foi na época do Maguid, a partir de 5530 (1770), que os Mitnaguedim, oponentes à Chassidut se fortaleceram. O Maguid, várias vezes, confiou ao Rabbi Shnéor Zalman missões secretas, que o conduziram aos bastiões da oposição. Em 5532 (1772), o Maguid organizou sozinho um confronto público entre Chassidim e Mitnaguedim. As idéias da Chassidut foram defendidas pelo Rabi Shnéor Zalman, e pelo Rabi Avraham de Kalisk . Na véspera de Rosh Hashana 5533 (1773), o Maguid escreveu seu testamento, indicando como deveria ser o comportamento dos Chassidim em geral e de seu filho, o Rabi Avraham, em particular. Ele escreveu que “a opinião de meu aluno, Rabi Shneor Zalman, autor do Shulchan Aruch, pode ser considerada como uma pequena profecia. Será preciso, em cada detalhe, conferir sua opinião, porque se ele tivesse vivido na época do Baal Shem Tov, sua personalidade teria sido de qualquer maneira totalmente notável”. Pouco depois, no dia 19 de Kislev 5533 (1733), o Maguid deixou este mundo, em Anipoly. Os discípulos do Maguid se reuniram em seguida. Foi decidido que alguns deles, conduzidos pelo Rabi Menachem Mendel de Horodok, iriam para Erets Israel. O Rabi Shnéor Zalman acompanhou o Rabi Menachem Mendel até Mogilev, nas margens do rio Dniester. Ele foi então encarregado de dirigir os Chassidim da Lituânia e de organizar a defesa da Chassidut contra os ataques dos Mitnaguedim.  A DINASTIA CHABAD LUBAVITCH "

Yud-Tes Kislev é um dia de farbrengen !

Na verdade, existem TRÊS bons momentos para fazer um farbrengen em Yud-Tes Kislev - a noite de Yud-Tes Kislev , a noite entre Yud-Tes e Chof Kislev e a noite seguinte a Chof Kislev ( Motzaei Chof Kislev ).

Cada farbrengen deve ser de uma maneira diferente:

Uma vez em que você festeja com você mesmo (passa algum tempo pensando sobre o que Yud-Tes Kislev significa e como tornar hassidus uma parte maior de sua vida), uma vez com sua família , e uma terceira com sua comunidade tomando boas decisões em relação ao seu engajamento com a hassidut. inspirado na narrativa do hitas for kids

19 de KISLEV 1798