QUINTA 16/09, KIPUR termina 18h30

KIPUR jejum termina 18h30

Dia de iom Quipur, Oração de Izcor

16 de set. de 2021

IOM QUIPUR -

Iom Kipur é definido pela Tora como o “dia único no ano”. Na verdade, ele relaciona o ponto único do mundo, Olam, o Santo dos Santos, o ponto único do ano, shana, seu dia mais importante, e o ponto único do espírito humano, Nefech, o Grande Sacerdote, que conduz o serviço do dia sagrado. As iniciais desses três termos, Olam, Chana, Nefech, constituem a palavra Achan, fumaça. A Chassidut explica que “a fumaça de Iom Kipur constitui o telhado da Sukka”. Na verdade, Iom Kipur é a conclusão do processo de reconstrução da realeza divina iniciada em Roch Hachana. Esta vitória é celebrada pelo “Canto de Napoleão”, que concluiu, nos Chassidim, o ritual de Iom Kipur. O Admor Hazaken entendeu esta marcha de vitória cantada pelo exercito francês, no momento da conquista da Rússia e a introduziu na santidade. Ele fez esse canto proclamando, no final do dia sagrado, a vitória contra as forças do mal. A realeza de D’us atingindo assim a perfeição no final de Iom Kipur, pôde se revelar durante a festa de Sucot. De maneira mais precisa, Roch Hachana se revela em Sucot e Iom Kipur em Chemini Atseret e Sim’chat Tora. As cinco rezas de Iom Kipur correspondem as cinco partes da alma judaica. A Yehida, a parte mais elevada, mesmo estando na base do serviço de D’us desse dia, se revela mais particularmente durante a Neila. O pensamento Chassidico explica que não comemos e nem bebemos em Iom Kipur, por que este dia prefigura o mundo futuro no qual a revelação com o mundo material será modificada. Em seguida, atingindo o pico da elevação, convém introduzi-la na matéria do mundo. É por este motivo que os ‘Chassidim, no fim de Iom Kipur, tinham o costume de anunciar “E Yaakov avança em seu caminho”, o que significa que a elevação mais alta deveria ser em seguida conduzida a vida cotidiano.

O DIA MAIS SANTO

A véspera de Yom Kipur, Erev Iom Quipur começa com o costume das Caparot (expiações). Os homens tomam um galo e as mulheres uma galinha e fazem a oração “Bnei Adam”. (No Rio fazemos as caparot com um envelope de dinheiro). Depois, dizendo uma certa reza que contem palavras “para minha expiação”, dá-se volta com a ave em volta da sua cabeça. O sentido deste costume é despertar em nós um sincero arrependimento e sugerir que nossa sorte poderia ter sido semelhante à da ave, por causa dos nossos pecados, se D’us, em sua misericórdia, não nos perdoasse os pecados depois de nos lamentarmos sinceramente. Logo depois jogamos a ave debaixo da mesa. E a levamos ao Shochet para que distribua a carne ou seu valor aos pobres.

Este costume pode ser feito também com dinheiro.

No dia que precede Iom Quipur, fazemos refeições festivas para demonstrar nossa fé e confiança na misericórdia de D’us. Outro bonito costume deste dia é o dos pais abençoando seus filhos. Iom Quipur expia pecados contra D’us mas não por delitos entre o homem e seu próximo. É portanto importante, no dia anterior a Iom Quipur, desculpar-se e pedir perdão dos amigos, parentes e conhecidos, para livrar-se de qualquer sentimento negativo que possa ter surgido.

COL NIDREI

Ao chegar na sinagoga, tiramos o calçado e colocamos nosso Talit enquanto ainda é dia. No início do ofício, personalidades da comunidade tiram os rolos da Torá e se colocam ao lado do Chazan. O Chazan canta lentamente e três vezes a oração Col Nidrei. Ele a canta com esta melodia que conhecemos tão bem e todos os fiéis repetem em voa baixa e imperceptível ao ouvido cada palavra pronunciada pelo Chazan. A oração de Col Nidrei é seguida pelo ofício da noite com orações suplementares que só se dizem na noite de Iom Quipur. O ofício da manhã começa muito cedo. São proferidas as orações lentamente e com muita atenção. Para a leitura da Torá se tiram da arca dois rolos da Torá. No primeiro lemos o começo do capítulo Acharei Mot (“após a morte dos dois filhos de Aarão”). Existe uma crença de acordo com a qual aquele que derrama lágrimas sinceras por causa da terrível perda que Aarão sofreu com a morte dos seus dois filhos, não terá um luto parecido em sua vida. Esta capítulo fala do sacrifício de Iom Quipur e do ofício executado pelo sumo Sacerdote no santo Templo em Jerusalém. Após a leitura da Torá, a oração Izcor é feita em favor de todos os que nos eram queridos e que morreram. Aqueles que tem a felicidade de ter ainda pai e mãe deixam a sinagoga enquanto se faz esta oração, enquanto muitos são os que choram e derramam lágrimas recordando seus entes queridos. Muitos deles só podem ter remorsos ao pensar o quanto se afastaram da via tradicional tão cara aos seus pais e avós. Eles sabem bem que os pais teriam gostado de vê-los seguindo mais a tradição e a religião judia e tomam a resolução firme de melhorar no futuro. Depois vem o ofício de Mussaf que começa pela emocionante oração Hineni-Heani, que o Chazan profere. (Eis-me, pobre homem, desprovido de qualquer boa ação”). A oração de Mussaf do dia de Iom Quipur contém um trecho que foi pronunciado pelo Sumo Sacerdote que oficiava no Templo de Jerusalém. Além do mais, ela contém também uma confissão de pecados que o Sumo Sacerdote fazia em nome de todo o povo de Israel. Era um espetáculo inesquecível de ver, todo vestido de branco, saindo do santuário cujo acesso só era permitido para ele uma vez por ano, no dia de Iom Quipur. Em geral, há um pequeno intervalo de alguns minutos entre Mussaf e Minchá. O ofício de Minchá se caracteriza pela leitura da Torá e particularmente pela leitura do Maftir, quando lemos o célebre livro de Jonas e vemos como a grande cidade de Nínive foi salva pelo arrependimento antes de ser tarde demais.

Uma ligação eterna - Embora estes Dias de Grande Temor, como são freqüentemente chamados, são solenes, eles não são tristes. De fato, Iom Quipur é, sutilmente, um dos dias mais felizes do ano. Em Iom Quipur recebemos o que é talvez, o presente mais sublime de D’us: Seu perdão. Quando uma pessoa perdoa outra, é por causa de um profundo sentido de amizade e amor que anula o efeito de qualquer coisa errada que ela tenha feito. De forma similar, o perdão de D’us é uma expressão do Seu amor eterno, incondicional. Embora tenhamos transgredido Seu desejo, nossa essência - a alma - permanece divina e pura. Iom Quipur é o dia em que a cada ano D’us revela mais claramente que nossa essência e Sua essência são uma. Além do mais, no nível da alma, o povo judeu é todo verdadeiramente igual e indivisível. Quanto mais plenamente demostramos nossa unidade essencial, agindo com amor e amizade entre nós, mais plenamente o amor de D’us nos será revelado.

O Serviço de Iom Quipur - Uma das partes mais emocionantes do serviço de Iom Quipur é a narração detalhada do Serviço do Sumo Sacerdote. Durante este Serviço, o dia mais santo do ano, o homem mais santo do mundo deveria entrar no lugar mais santo da terra para rezar pelo seu povo. Quando emergia do Santo dos Santos do Templo, diz a liturgia que ele estava radiante, “como a irradiação do arco íris ... como uma rosa num jardim de delícias... como a estrela da manhã.”

NEILÁ - Minchá é seguido pelo ofício de Neilá, o ponto culminante do dia de Iom Quipur. A arca fica aberta durante todo o tempo que o ofício de Neilá é feito. Este termina com exclamações “Shmá Israel” e “Baruch Shem”, como prova da nossa lealdade e da nossa determinação de morrer, se preciso for, por nossa fés, como o fizeram judeus mártires no passado. Em conclusão, os fiéis fazem a declaração: “D’us é o único D’us”, declaração que foi pronunciada a primeira vez pelo profeta Eli, ao pé do monte Carmel. O último versículo é repetido sete vezes. Depois se toca o Shofar (uma Tequiá longa) e este Dia de Festa (como o Seder) termina com a oração: “O ano próximo em Jerusalém!”

Com Maariv e a Havdalá começa um pequeno intervalo de quatro dias que separa Iom Quipur de sucot. Após o ofício de Maariv todo mundo se deseja uma boa festa e cada um está feliz e convencido que D’us aceitou nossas orações e nos inscreveu no “Livro da vida” para nos outorgar um ano bom.

Se a lua está visível, temos o costume de fazer a oração “Quidush Levaná” sem se lamentar por prolongar assim alguns minutos nosso jejum.

Terminado o jejum e depois de ter comido, é costume fazer os primeiros preparativos para a construção da Sucá: é um ato simbólico que prova o quanto estamos impacientes para fazer uma mitsvá.

A AFRONTA- Escutamos a história de um grande e santo rabino a quem um judeu fez um dia a seguinte pergunta: “Caro Rabino, porque esse ar tão doente? O senhor não está se sentindo bem?”

“Ah não” respondeu o rabino, “esta não é a razão mas é que uma certa pessoa me cobriu de vergonha”.

“Como pode ser possível uma coisa dessas? Me diga quem pode ousar uma coisa semelhante? Me diga quem é?”

A resposta do rabino foi que não podia divulgar o nome, Mas o judeu insistiu e perguntou:

“Diga, caro rabino, o que o senhor fez a esta pessoa quando ela o ofuscou?”

- “Eu a beijei”, foi a surpreendente resposta.

O judeu não pode evitar perguntar uma vez mais qual era o nome da pessoa que o rabino tinha beijado em recompensa do seu insulto. “Foi o rabino Eliahu Hacohen, o autor do livro “Shevet Mussar”. Foi ele que me fez enrubescer. Eu me interessei pelo seu livro e ao estudá-lo me dei conta que não tinha nem começado a servir bem a D’us e que eu não era digno de ser o descendente de Avraham, Itschac e Iaacov. Fiquei confuso e envergonhado.” “Entendi a verdade de tudo o que ele tinha escrito e em reconhecimento e gratidão por ter me feito ver a verdade, peguei o livro e o beijei.”

NOVO ANO 5771. SHANA TOVA UMETUKA, QUE SEJAM INSCRITOS NO LIVRO DA VIDA, COM SAUDE FISICA, MORAL E ESPIRITUAL E COM PROSPERIDADE MARTERIAL E ESPIRITUAL!!!! Possa D’us nos enviar um ano novo bom, doce, material e espiritualmente, e que o bem seja visível, revelado e real.