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Significado do mês de Elul

  • Elul - Um Mês de Misericórdia

Pela terceira vez Moshe Rabenu sobe ao Monte Sinai e volta 40 dias depois, no dia de Kipur com as segundas Tabuas da Lei, a Torah.

Na geração do Êxodo do Egito, Moisés subiu no Monte Sinai três vezes.

A primeira, para receber a Torá.

A segunda para pleitear com D’us Seu perdão, depois do pecado de adoração do Bezerro de Ouro do povo judeu.

Depois, no primeiro dia de Elul - o mês que precede imediatamente o mês de Tishrei - Moisés ascendeu ao Monte pela terceira vez para invocar a abundante misericórdia de D’us para nossa completa expiação. Ele permaneceu lá quarenta dias, até Iom Quipur, quando D’us nos limpou completamente, como se não tivéssemos nunca pecado. Desde então, estes dias são marcados como um período especial de graça divina, durante o qual nossas sinceras preces encontrarão certamente favor aos olhos de D’us.

  • ELUL. Significação porfunda

O mês de Elul é a melhor oportunidade de Fazer o balanço, voltar atrás para avançar, progredir e receber o que Hashem reserva para nós para o ano que vem.

  • Um mês de reflexão, de refugio, de preparo para um ano novo bom e doce.

Segundo os termos, do Admor Hazaken, o Autor do Livro do Tanya, o mês de Elul é o mês durante o qual o Rei fica no campo. Todos podem então ir vê-lo e lhe apresentar suas petições. Ele recebe cada um com benevolência (boa vontade) e se mostra sorridente. Depois, no mês seguinte, em Tishrei, Ele volta para a capital e entra em Seu palácio. Desde então, somente os príncipes e os ministros podem vê-lo.

Muitos versículos da Torá formam, a partir das iniciais de suas palavras, o nome de Elul. Eles descrevem o serviço de D´us deste mês:

- Teshuva, arrependimento e ansiedade por Hashem, , graças a qual as ações são “boas e luminosas”, ANI LEDODI VE DODI LI”,

- O estudo da Torá, oração fervente e boas ações, que são os três pilares sobre os quais o mundo se sustenta, e a liberação verdadeira com a vinda do Mashiah , consequência de todo este processo.

Na época do Templo, as cidades de refúgio permitiam para aqueles que haviam cometido um crime por inadvertência (descuido), de se proteger de um vingador eventual. Do mesmo modo, Elul é o lugar de refúgio para aquele que, ao longo do ano, por inadvertência, espalhou a vitalidade da santidade nas forças do mal e que está então exposto à vingança do Yetzer Ara, nosso impulso dificilmente controlável e que nós “força” para fazer coisas ruins e contrariando a vontade do Criador, Hashem.

  • No dia 18 Elul, aniversário do Baal Chem Tov e do Admor Hazaken, é o dia que introduz a vitalidade no serviço de D´us deste mês. Na verdade, Chai  (18 na língua sagrada) significa vivo e possui como valor numérico 18.

  • O mês do refugio

Elul, o último mês do ano, tem uma função particular. É uma época de balanço, a última oportunidade, antes de ser inscrito, de novo, no grande livro da vida. Por isso, Elul é comparado com uma cidade de refúgio, para a qual se escapa do “vingador de sangue”, a má inclinação, o Yetzer Hara.

Seis grandes cidades de refúgio destinadas aos assassinos involuntários (aqueles que matavam sem querer) estavam espalhadas em Israel. Chegava-se a elas por meio de grandes estradas, que tinham manutenção constante. Em cada encruzilhada, havia placas de sinalização indicando a direção: “refúgio, refúgio.”

Na nossa época, cada judeu deve se identificar com esta “placa de sinalização”, indicando a via a ser seguida. Mesmo estando, ela mesma, um pouco suja, mesmo se suas letras estão um pouco apagadas, o pecador involuntário reconhecerá a direção e poderá assim escapar do vingador...

A cidade de refúgio, o abrigo seguro, é também, e em primeiro lugar, o estudo da Torá, as Mitsvot e a Tefila, a oração. É importante, em Elul, refugiar-se nelas intensamente. Na véspera dos dias de julgamento, Rosh Hashaná e Quipur, o carimbo com que se sela o grande livro será com certeza mais favorável.


  • ELUL

Elul é o nome do novo mês que começa agora. É o último mês do ano judaico. Rosh Hashaná começa logo depois deste, introduzindo o mês de Tishrei.


  • O “Licutei Torá” 

nos ensina, por exemplo, a diferença entre o mês de Elul e o de Tishrei. Em Elul, é como se o rei se encontrasse no campo, antes de chegar na cidade, enquanto em Tishrei, o rei se encontra no seu palácio.

Quando o rei está no seu palácio, não é todo mundo que pode chegar até ele e falar com ele. Aquele que assim o deseja, deve fazer longos preparativos, e quando ele é finalmente admitido e entra, só lhe é outorgado o tempo que ele merece.

Pelo contrário, quando o rei sai para o povo, quando se encontra nos campos, mesmo se ele não é visto com tanto esplendor quanto em seu palácio, há algo absolutamente especial: todo mundo pode se aproximar e falar com ele livremente. Cada um pode apresentar o seu pedido e o rei acolhe cada pessoa com um rosto sorridente. Ele ouve e aceita o pedido de cada um.

Este é o mês de Elul. O rei, quer dizer D’us, vem ver cada judeu e cada um pode lhe apresentar os seus pedidos. D’us acolhe todos aqueles que vêm, com rosto sorridente.

Quando o rei se encontra no campo, devemos ter muito cuidado para não nos enganar e pensar que nossa situação atual é boa, que alcançamos um grau suficiente.

Mesmo quando o rei está no campo e que sorri para todos, não se pode acreditar que é porque estamos num nível já elevado.

Quando ele se encontra em seu palácio, não há erro possível. O palácio, os guardas, nos lembram onde estamos. É por isso que no campo precisa prestar mais atenção e não se enganar.

Durante o mês de Elul, cada judeu recebe algo maravilhoso: D’us vem a ele sem considerar seu grau, sua situação. Cada um pode vê-Lo, mesmo quando se encontra num nível muito baixo! É por isso que precisa ter muito cuidado: não pensar que nossa situação é perfeita, mesmo se D’us veio até nós. Pelo contrário, é o momento de recordar o que somos e nos submeter ao Rei: Hashem.

Significado do mês de Elul