Tudo sobre SUCOT

A Alegria sem limites de Sucot

SUCOT

Imediatamente após a gravidade dos dias que vão de Rosh Hashaná a Iom Quipur, nos preparamos para a alegria sem limites de Sucot, a “época da nossa alegria”. Durante os quarenta anos que seguiram à saída do Egito, esses anos em que erraram pelo deserto, “nuvens de glória” protegiam o povo judeu. A Sucá nos lembra este período. Ela nos torna mais conscientes do amor e da proteção onipresentes de D’us. É assim que nos é solicitado: “Na Sucá residirás sete dias”(Lev. 23:42). Comer na Sucá, ficar dentro simplesmente: é uma experiência religiosa única.

A outra mitsvá particular de Sucot é a das “Quatro espécies”, o Etrog (Sidra), o Lulav (ramo de palmeira), os Hadassim (mirto) e as Aravot (Ramos de salgueiro) que unimos e que agitamos. Entre muitas outras, uma das explicações deste mandamento é que cada uma das espécies representa uma certa categoria de judeus. O fato que o cumprimento da Mitsvá exige a reunião das espécies é o símbolo da nossa unicidade como povo. Cada um de nós precisa do próximo. E as quatro espécies são agitadas nas quatro direções e para cima e para baixo, por significar que D’us está em todos os lugares.

AS LEIS DE SUCOT

A Sucá

Durante os sete dias da festa, come-se na Sucá. Se vamos comer mais de trinta gramas de pão ou de bolo, fazemos a bênção “Leshev Basucá”. É preciso consultar um rabino competente com respeito à construção da Sucá para que esteja de acordo com as prescrições da Lei judia.

As quatro espécies

Durante toda a semana de Sucot, (excluindo o shabat), deve-se, a cada dia, agitar as “quatro espécies”. É preciso tomar o Lulav (ramo de palmeira) com os três Hadassim (ramos de mirto) e as duas Aravot (ramos de salgueiro) na mão direita, o caule central do Lulav na nossa frente. Pronuncia-se a bênção “Al Netilat Lulav”, e toma-se o Etrog (Sidra), botão para cima, na mão esquerda e se junta às três espécies para agitá-las, todas juntas.

OS DIAS INTERMEDIÁRIOS DE SUCOT

O período que começa ao término dos dois primeiros dias da festa e nos leva a Shemini Atseret, é denominado “Chol Hamoed”. Não fazemos o Quidush e não acendemos as velas de Iom Tov (exceto em shabat). Entretanto, mas só vamos fazer os trabalhos verdadeiramente necessários.

O sétimo dia de Sucot, é chamado Hoshaná Rabá. Passamos toda a noite acordados para ler passagens da Torá e o livro dos Salmos. Durante o dia, damos sete voltas em torno da Bimá (o estrado do centro da sinagoga), com o Lulav e o Etrog. Dizemos depois orações especiais, as Hoshanot. Finalmente batemos no chão com cinco ramos de salgueiro unidos para “adoçar” simbolicamente o julgamento divino.

SIMCHAT TORÁ

Simchat Torá é a finalização de um mês que enriqueceu todas as dimensões do nosso ser. Estivemos, com temor, diante do Rei do universo e aceitamos Sua soberania. Recebemos Seu perdão e fomos purificados pelo efeito da Sua misericórdia. Experimentamos a alegria da união com a Divindade no cumprimento dos Seus Mandamentos. Agora, é com Sua Torá que nos regozijamos.

Diz-se que a própria Torá se regozija quando tomamos em nossos braços os rolos sagrados e com eles dançamos, tanto o erudito quanto o ignorante, juntos, sem nenhuma distinção. E durante a dança, os rolos ficam no seu envoltório de tecido tradicional. Este não é o momento de estudar. A alegria de Simchat Torá está bem além da que poderíamos tirar de uma compreensão intelectual.

Agora também experimentamos o nível sublime que atinge nossa alma judia quando, todos reunidos, somamos um.

AS LEIS DE SIMCHAT TORÁ

As refeições da festa

O oitavo dia, Shemini Atseret, ainda fazemos as refeições na Sucá mas sem fazer a bênção “Leshev Basucá”. Em Simchat Torá, que começa na quinta feira de noite, voltamos para nossas casas.

As Hacafot

A noite de Simchat Torá, (e em certas comunidades, também na de Shemini Atseret) fazemos sete Hacafot dançando e cantando em volta da Bimá com os rolos da Torá.

Na manhã de Simchat Torá, terminamos a leitura do ciclo anual da Torá. Imediatamente, é lida a primeira seção que inaugura o ciclo do novo ano. Assim ficamos ligados com todo nosso ser à infinita sabedoria da Torá de D’us, a Força Eterna que nos carrega.