Feliz ano ano novo arvores!!

hoje é minha festa: sou arvore!!! hoje é meu aniverario! é o ano novo das arvores!!!!!!

Tu be chvat- 15 de chvat

Segunda 17 de janeiro 2022

N A T U R E Z A

A festa de Tu Be Shvat, o Ano Novo das Árvores, celebra o despertar do reino vegetal a cada primavera. Num nível mais profundo, isto corresponde ao potencial humano para o crescimento periódico para a renovação e para o avanço contínuo na procura da iluminação espiritual. De tudo que uma pessoa observa, ela pode colher informação que se soma à sua sabedoria. Isto inclui lugares comuns tais como o florescimento de uma árvore.

As árvores, como a maioria das espécies do reino vegetal, consiste de três partes distintas: as raízes, o corpo (tronco, ramos e folhas), e o fruto (a pele ou a casca, a própria fruta e suas sementes). Podem fazer-se algumas observações com respeito às diferenças existentes entres estas partes.

As raízes, embora completamente escondidas da vista, são as que tiram a força vital primária da árvore. É através do seu sistema de raízes que a árvore adquire estabilidade física; se suas raízes são fortes, a árvore não será desenraizada, apesar de todos os ventos que possam soprar contra ela.

O corpo da árvore compreende o tronco, que fornece sua principal fonte de balanço. Com o tempo, o tronco, os ramos e as folhas engrossam, aumentando dessa maneira o corpo. A idade da árvore poderá então ser determinada pelos anéis do tronco.

Mas a perfeição última de uma árvore, e o caminho para a sua imortalidade provem da produção do fruto. Dentro de cada semente está o potencial para germinar uma nova árvore, geração após geração.

Um versículo das Escrituras diz: “Olha, o homem é como a árvore do campo.” De fato, muitos aspectos da vida espiritual de uma pessoa podem ser vistos em termos das qualidades aparentes de uma árvore.

As raízes representam a fé, através da qual uma pessoa se conecta com sua fonte de vida, o Criador. Na medida que uma pessoa aumenta seus conhecimentos da Torá e a realização dos seus preceitos, sua força vital é tirada da fé básica em D’us.

O tronco da árvore e seu corpo correspondem ao estudo da Torá, ao cumprimento das mitsvot e aos bons feitos – atividades que devem compreender a maioria dos procedimentos da pessoa. Pela abundância das mitsvot por ele realizadas e pelos seus alcances no estudo da Torá, pode se discernir a idade de um homem, denotando uma vida cheia de sabedoria e realizações.

Os frutos de um ser humano são suas realizações e o grau de perfeição que ele alcança através delas. Além de cumprir todas as obrigações que lhe correspondem, a pessoa deve ser capaz de influenciar seus amigos e seu meio ambiente de modo que eles também se esforcem para alcançar a perfeição. Em essência, seu papel é agir como uma semente que vai servir de gatilho para o florescimento de outras árvores que vão também adquirir raízes (fé), tronco e ramos (estudos de Torá e bons feitos), e por sua vez suportar frutos (ajudando outros a viverem melhor).

Concluindo, as raízes de uma pessoa e sua fonte principal de sustentação é a fé simples. A fraqueza da fé expões a existência espiritual da pessoa, apesar da sua estatura física ou da sua posição material na vida. Isto é porque a função mais importante de cada indivíduo – a verdadeira coluna vertebral da sua estrutura – está nos bons feitos, que felizmente crescem todo dia.

Contudo, uma pessoa só atinge sua real perfeição quando ela “suporta frutos”, isto é quando ela é capaz de provocar um impacto positivo nos outros, inspirando-os para que, por sua vez, possam agir e cumprir o propósito último da sua criação. Desta maneira, nosso esforço produzirá um legado que sobreviverá e crescerá de geração em geração.

UM ARRANHÃO NUMA SEMENTE

A Torá compara o ser humano a uma árvore e o Tsadic (o justo e o líder) a uma palmeira florescente. Nossos Sábios declaram de modo notável no Talmud que um Tsadic vive eternamente: “porque, assim como sua semente está viva, assim ele está vivo”.

Vale a pena observar que a palavra SEMENTE é utilizada aqui no lugar de “descendentes”, filhos ou discípulos. Ao escolher neste caso a palavra “semente” e não as palavras descendentes, filhos ou discípulos, nossos Sábios quiseram dar-nos as imagens e as idéias específicas que ela evoca em nosso espírito e ensinar-nos alguma coisa: o processo maravilhoso do crescimento, que transforma uma semente minúscula numa produção múltipla a partir do “genitor”

Do mesmo modo, educar uma criança é plantar uma semente, embora não seja tão simples. Parece mais ao fato de ocupar-se de árvores frutíferas potenciais, já que esta semente produzirá gerações e gerações da sua espécie própria. Deste modo, muito tempo e esforços serão necessários para assegurar aos nossos filhos, nossas sementes, a melhor educação e um ensino da Torá puro e adequado.

Outra idéia que o Talmud quis nos dar ao utilizar a palavra “semente” tem a ver com a atenção que uma jovem planta ou uma semente requer durante o crescimento e o efeito de alguns pequenos cuidados suplementares dados à semente no início do seu crescimento, que serão ulteriormente multiplicados.

Se fizermos um corte numa árvore madura, o mal não se estende e o dano causado fica confinado à superfície, não chegando até a raiz.. Mas se fizermos um arranhão na semente, antes de plantá-la, toda a árvore ficará irreversivelmente deformada, ou ficará estéril ou ainda pior, a árvore não poderia se desenvolver e crescer. Por isso a fundamental importância e a determinante conseqüência do tratamento da semente.

Tudo o que Hashem criou materialmente tem a sua correspondência espiritualmente. Tudo o que D’us criou na natureza serve para melhorar nosso comportamento.

Assim, se um homem maduro se deixar levar pela influência nefasta do seu meio ambiente ou pelo efeito de circunstâncias desfavoráveis, graças à sua educação e aos hábitos favoráveis adquiridos desde a infância (bom tratamento que a semente recebeu) ele retornará a si mesmo por causa dos cuidados que lhe foram conferidos durante a sua infância, e se erguerá da queda espiritual cedo ou tarde.

Por outro lado, se o jovem em questão (a sementinha) for criado num espírito de comprometimento (com mentiras, desordem sujeira, baderna, promiscuidade, adultério, assimilação, casamentos mistos, numa vida sem judaísmo e espiritualmente pobre cujo único objetivo é material), se sua semente foi manchada desde o início “ele vai errar nas trevas”, ele será privado da possibilidade de viver a felicidade de uma vida plena de sentido e será muito difícil para ele encontrar o caminho verdadeiro. Este “arranhão” na sua alma poderia dar nascimento – D’us não queira – a uma geração ESPIRTUALMENTE ENFERMA.

Feliz ano ano novo arvores!!